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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

RESENHA: Zoo


Título: Zoo
Autor: James Patterson
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2015

Confira a sinopse do livro no site do Skoob

Olá, pessoas. Tudo bem? Zoo é um livro de James Patterson. Eu conheci o autor pela obra Os assassinos do cartão postal, que por sinal é muito bom e recomendo. Zoo foi um livro muito interessante, rico em detalhes, aquele tipo de livro que vai pegando embalo aos poucos e de repente é uma informação nova atrás da outra que deixa o leitor sem fôlego.

Quando vi a notícia dos ataques dos leões no zoológico de Los Angeles, eu sabia que precisava ligar. Você precisa vir aqui, cara. E trazer uma câmera. Você e o resto do mundo precisam ver isso para acreditar.

Jackson Oz é um cientista que há muito tempo vem estudando e tentando alertar as autoridades sobre uma revolução animal, uma revolta dos animais contra os humanos. Oz até vai à África para ver de perto o que está acontecendo com os leões, que de repente passaram a atacar as pessoas.


Conforme Oz vai descobrindo detalhes para estudar melhor essa loucura que está ocorrendo no mundo animal, ele acaba sofrendo alguns ataques, caindo em armadilhas que os animais começaram a preparar. Tudo muito estranho, comportamentos totalmente fora do padrão.

Vocês se lembram do tsunami no oceano Índico? Sim, nós vivemos numa época interessante em que guerras e desastres naturais se sucedem como uma chuva forte, mas logo ficam soterrados em camadas sobrepostas de lama nas nossas pobres memórias.

Todos os animais começam a desenvolver comportamento atípico. Os leões, que normalmente não formam grupos com outros machos, passam a andar juntos para fazer tocaias. As fêmeas aparentemente são deixadas de lado. Até os cães e os gatos (que são considerados animais domésticos) tornam-se selvagens. Por que os ataques são apenas contra os humanos? Por que esse desequilíbrio no comportamento dos animais não afetou os homens também, já que apenas os mamíferos estão agindo fora do padrão?

  
Mesmo tentando alertar a todos, Oz é ignorado. Depois de um bom tempo após esses eventos acontecerem e progredirem em escala geométrica, como num passe de mágica, o cientista ignorado passa a ser celebridade. Em parceria com outros estudiosos da área, eles começam a entender o fenômeno. Partindo desse estudo, o mundo todo passa a experimentar as soluções propostas pelos cientistas.

Ninguém precisa saber por que a casa está pegando fogo para sair correndo. Deve-se começar a alertar as pessoas imediatamente em relação a essa agressividade animal.

 O livro é incrível, com uma riqueza de detalhes respeitável. As pessoas da área da Biologia acredito que adorarão essa obra, visto todos os detalhes bioquímicos abordados. É uma leitura leve e de capítulos curtos (marca nítida das obras de Patterson). Recomendo, sem dúvida esse livro. A minha nota é 8,7.




sábado, 20 de agosto de 2016

RESENHA: No seu olhar


Título: No seu olhar
Autor: Nicholas Sparks
Editora Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 432

Confira a sinopse do livro no site do Skoob

– Somos amigas, e se eu aprendi uma coisa nessa profissão é que o trabalho é muito mais agradável quando a gente gosta das pessoas com quem passa os dias.

Olá, pessoas! Como andam as leituras? As minhas estão a cada dia mais interessantes. Hoje vou compartilhar com vocês um livro que me trouxe reflexão, lazer e ótimos momentos na companhia de Maria e Colin. No seu olhar, mais um livro de Nicholas Sparks, é uma obra que me surpreendeu pelo crescimento na escrita do autor. Recentemente li Diário de uma paixão, um dos primeiros livros de Nicholas, e pude ver o contraste da escrota.

– Como você quer viver? – Quero equilíbrio. Trabalhar é importante porque preciso me sustentar, mas os amigos, a saúde, o descanso também são. Tempo para fazer as coisas que eu curto, e às vezes não fazer nada.

No seu olhar é muito bem escrito, abrindo várias pontas no começo da história, fechando conforme a história se encaminha para o fim. Um ponto que me surpreendeu foi o toque policial nesta obra. Nas páginas finais do livro, dizer que ficar sem fôlego é eufemismo. O desfecho da história prende o leitor de uma forma incrível que é impossível fazer qualquer pausa na leitura.

Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg haviam abandonado a faculdade e se saíram bem, não? Entenderam intuitivamente que o mundo não se importava com notas nem com formatura, pelo menos não a longo prazo e quando isso é comparado com características como criatividade e persistência.

Este livro conta a história de Maria, uma latina residente nos Estados Unidos. Ela é advogada e trabalha em um escritório de advocacia bem conceituado. Ela não é nada parecida com a sua irmã, Serena. Serena é ativa, vive saindo nas baladas, conhecendo gente nova, e publica tudo nas redes sociais. Maria é mais retraída, não curte muito as redes sociais, gosta de sua privacidade, leva uma vidinha bem pacata.

– Acho que você se preocupa demais com o modo como é vista pelas outras pessoas, mas para mim isso é um erro. No fim das contas, a única pessoa a quem você pode agradar de verdade é você mesma. O que as outras pessoas sentem é coisa delas.

Colin é um cara forte, malha excessivamente, tem um passado negro, mas deseja escrever sua história de vida, algo bem distante do que passou anos antes. Hoje está na faculdade, quer ser professor, ajudar outras pessoas por meio da licenciatura. Mas para que o seu sonho de uma vida nova possa se realizar, existem certas condições. E é contra essas condições que ele terá que lutar.

– Não sei o que significa normal, realmente. Acho que cada um tem sua definição, e ela é moldada pela cultura, pela família e pelos amigos, pelo caráter e pela experiência, por acontecimentos e por mil outras coisas. O que é normal para uma pessoa não é normal para outra.

Os protagonistas desse livro se conhecem quando Maria, em uma rodovia deserta e sob uma chuva torrencial, se vê vencida por não conseguir realizar a troca do pneu, uma vez que esqueceu seu celular e está impossibilitada de pedir ajuda. É neste momento que um carro para no acostamento e o motorista (Colin) caminha em sua direção. Maria se apavora ao ver o cidadão e assim inicia a história.

Apesar da confiança que apresentava, Maria percebeu que Colin simplesmente queria ser aceito; a seu modo, ele era tão solitário quanto ela. Essa percepção doeu, e subitamente parecia que os dois eram as únicas pessoas em todo mundo.

Como eu já disse, este é livro que me trouxe reflexão, e acho isso muito bom; além de entretenimento há aprendizado. Foi abordado o preconceito, os comportamentos ilegais, a preservação da identidade etc. É uma leitura leve, fluida, interessante e que prende o leitor.  A edição também é bem elaborada (capa, papel, simetria dos capítulos), enfim... a minha nota é 9,5.

No fim do jantar, depois de todos os pratos terem sido retirados, as taças de vinho esvaziadas e as velas estarem se apagando, percebeu que havia passado a vida inteira procurando por aquela mulher.

 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

RESENHA: Três semanas com meu irmão

           
Título: Três semanas com meu irmão
Autor: Nicholas Sparks e Micah Sparks
Editora Arqueiro
Páginas: 320
Ano: 2015

Confira a sinopse no site do Skoob

Olá, pessoas! Como vocês estão? Eu estou anestesiado pela leitura que acabei noite passada. Três semanas com meu irmão, do Nicholas Sparks, cumpre com todas as promessas feitas: você ri, você chora, torce para que as coisas deem certo, você até se identifica com algumas passagens (pelo menos eu me identifiquei). Esse livro já estava na minha lista de leituras futuras e, por conta do meu aniversário, fui presenteado pela minha irmã, que achou o título bem sugestivo. Hoje não posso deixar de dizer que esse cara tem o meu respeito e admiração!

Essa seria a nossa rotina pelas próximas semanas. Uma viagem guiada tem muitas vantagens, mas a programação é cuidadosamente predeterminada e em alguns lugares há pouco tempo para ficar ou explorar por conta própria.

Após um período um pouco turbulento, Nicholas recebe um panfleto sobre uma viagem ao redor do mundo, iniciando pela costa oeste da América do Sul, passando pela Oceania, Ásia... Para ser sincero, essa parte em que eles relatam cada lugar visitado não foi tão interessante (pelo menos para mim). A melhor parte foram as histórias que os ganchos da viagem introduziram para contar a vida da família Sparks desde o nascimento do primogênito: Micah Sparks. Eis o motivo de o título dessa obra referir-se a três semanas com o irmão.

Você não está me ouvindo, irmãozinho. – Micah me interrompeu. – Nunca se esqueça de que a expectativa é uma parte importante da vida. O trabalho é importante, a família é importante, mas sem entusiasmo você não tem nada.


O livro relata todas as dificuldades, alegrias, surpresas, perdas e dores dessa família, que mostrou com garra e perseverança que não se pode desistir. As adversidades devem ser tomadas como aprendizagem, e não como um castigo. A leitura desse livro foi, acima de tudo, além do prazer que a leitura nos proporciona, um momento de reflexão, que temos que valorizar o próximo, principalmente quando o próximo estiver próximo (perdoem-me o trocadilho).

O que você quer e o que você tem costumam ser duas coisas completamente diferentes.

Foi muito interessante conhecer a história desse autor que, como já disse, ganhou meu respeito e admiração. O seu primeiro livro não lhe rendeu fama e sucesso (nem sequer foi publicado). Sua estrada não foi a mais bela, com flores e borboletas. O retrato dessa estrada pode ser visto em suas primeiras obras publicadas (de sucesso), as quais foram espelhos de sua vida: Um amor para recordar, por exemplo, foi inspirado na sua irmã; O resgate, em seu segundo filho.

No fim das contas, o casamento se resume a atitudes. Acho que as pessoas falam muito sobre aquilo que lhes incomoda em vez de colocarem em prática as pequenas coisas que mantêm um casamento firme e forte. Você tem que saber do que o seu parceiro precisa, e é isso o que você faz. E também evita de fazer as coisas que prejudicam o relacionamento. Se a outra pessoa agir da mesma forma, o casamento pode superar qualquer obstáculo.

Eu não sou muito adepto aos livros biográficos, mas este livro com certeza entrou para a lista dos melhores livros lidos no ano, por todas as emoções despertadas. Se você for uma pessoa muito emotiva, leia-o com a caixa de lenços à mão, você vai precisar. Recomendo a obra, sem dúvida.

– Você acha que ele foi um bom pai quando éramos mais novos? – Em alguns aspectos. Não tão bom em outros. Mas, sabe, no fim das contas eles merecem o crédito pela nossa criação por causa dos homens que nos tornamos. Somos bem casados, bem-sucedidos, éticos, e continuamos próximos como irmãos. Se meus filhos puderem dizer a mesma coisa mais para a frente, você não vai pensar que fez um bom trabalho como pai? – Sem dúvida – concordei.

terça-feira, 7 de junho de 2016

RESENHA: Inferno


Título: Inferno
Autor: Dan Brown
Editora Arqueiro
Páginas: 448
Ano: 2013

Confira a sinopse no site do Skoob

Olá, pessoas. Tudo certo? Acabei de ler mais uma obra maravilhosa de Dan Brown: Inferno. Este livro já estava há algum tempo na minha estante. Quando fiquei sabendo que esta obra iria para a telona, fui obrigado a furar a fila e colocá-lo na lista de livros urgentes para ler. Então, chegou a vez dele. Se fosse para resumir em uma palavra apenas, eu diria FANTÁSTICO! Isso mesmo, em caixa alta.

Ele encontrou a vida eterna, pensou Langdon, lembrando-se do conceito da fama dos antigos filósofos gregos. Enquanto o teu nome for dito, tu jamais morrerás.

Se vocês estão curiosos e têm medo de assistir ao trailer com medo de algum spoiler, fiquem tranquilos, pois nada é revelado nas imagens disponibilizadas. O livro já começa a mil por hora, com a quinta marcha engatada e acelerador colado no chassi. Não tem como não gostar desse livro, pois logo nas primeiras páginas você perde o fôlego.


As primeiras cenas ocorrem em um hospital, no qual o protagonista, Robert Langdon, está internado. Ele não lembra nada do que aconteceu, o motivo de ele estar em um hospital e está muito confuso, pois a última lembrança dele era que ele estava nos Estados Unidos e o hospital em que ele está internado localiza-se na Itália.

No século XIV, a literatura italiana era obrigatoriamente dividida em duas categorias. A primeira, a tragédia, representava a alta literatura e era escrita em italiano formal. A outra, a comédia, representava a baixa literatura, era escrita em vernáculo e destinada a ser lida pela população em geral.

Assim que Langdon recupera a consciência, e a médica lhe explica pequenas frações do que aconteceu, qual procedimento efetuado, o estado dele ao entrar no pronto atendimento etc. No entanto, quando a mente do protagonista começa a se desanuviar, um fato interrompe seus pensamentos e ele se vê obrigado a fugir.


Após essa fuga, Langdon passa a encontrar as primeiras peças desse quebra-cabeças. Claro que uma delas refere-se ao inferno de Dante. Fuga atrás de fuga, numa tentativa interminável de preservar sua vida, Robert, com seu amplo conhecimento sobre a Arte, começa a nos presentear com suas aulas. Sim, este livro é uma verdadeira aula. Existe um enigma a ser resolvido, que fora escrito com os versos da obra de Dante. Assim como nas outras obras em que este personagem aparece, as peças são reveladas aos poucos e você começa a desenhar, com o protagonista, o cenário da história.

Na Cristandade, o número oito representava renascimento e recriação. O octógono funcionava como um lembrete visual dos seis dias que Deus levara para criar o Céu e a Terra, mais o dia de descanso e o oitavo dia, no qual os cristãos renasciam ou eram recriados por meio do batismo.

Um detalhe que eu achei muito interessante é o posicionamento que o autor atribuiu às personagens, pois ora você confia em alguém, ora essa mesma pessoa torna-se um antagonista. Então, de repente, você descobre que tudo não passou de uma mentira. Lá próximo do fim da história, Dan Brown desconstrói tudo o que você havia desenhado. Surpreendente.

Tom Hanks e Felicity Jones no set de gravação do filme


Nem precisa dizer que eu adorei ler esse livro. Estou ansioso para assistir ao filme devido às cenas descritas dos lugares visitados. São vários centros históricos, museus, galerias, sem falar dos efeitos especiais que proporcionam mais adrenalina às cenas. Recomendo a obra sem medo.