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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

RESENHA: November 9

 

Título: November 9
Autor: Colleen Hoover
Editora Galera
Ano: 2015
Páginas: 340

Confira a sinopse no site do Skoob

Olá, pessoas, tudo certo? Se eu disser que este livro foi top estarei mentindo. A leitura dessa obra foi bem interessante, gostei, mas em comparação com os outros títulos da Colleen Hoover este livro deixou a desejar. Na minha opinião foi fraco. É uma história bonita, porém rasa. Entretanto, eu ainda recomendo a obra.

Eu tento relaxar minha perna para que Ben não sinta o quão tensa estou, mas ele é o primeiro cara em um longo tempo a realmente me tocar fisicamente. É um pouco estranho, se eu for realmente honesta.

Eu resolvi ler esse livro primeiramente porque já li quase todos os títulos da autora, então porque não ler mais este, visto todas as resenhas positivas que já foram disponibilizadas. A história gira em torno de Fallon O’Neil e Ben Kessler. Duas pessoas distintas que a vida resolveu cruzar os caminhos. Essa história começa no dia 9 de novembro. Fallon e Ben estão no mesmo restaurante/café/lanchonete.

E então isso me fez pensar se você beijava como a Abitha, porque mesmo que ela tenha sido meu primeiro beijo, ainda foi um dos únicos que me lembro de cada detalhe.

Fallon é uma menina linda, atriz, que por causa de um acidente teve sua carreira roubada. A culpa ela derrama toda sobre seu pai. Ele tem a sua parcela, mas ele não sabia que teria visita exatamente no dia do acidente.

Uau. Ela é como uma mini-Sócrates com todos estes conselhos de vida. Eu sinto como se deveria estar tomando notas. Ou debatendo com ela.

Ben é um rapaz inteligente, escritor (pelo menos se esforça para tal), está na faculdade, seguindo os mesmos passos de sua falecida mãe. Como que por instinto, um sentimento incontrolável, Ben não resiste à conversa calorosa e nada amistosa de Fallon com o pai e resolve se intrometer. E foi dada a largada dessa trama.

Ele beija o topo da minha cabeça e, em seguida, planta as mãos no meu rosto, inclinando meu rosto para ele. "Eu não posso acreditar que você está aqui," diz ele. Eu posso ver um sorriso em guerra com a devastação em sua expressão. Eu não falo, porque ainda não sei o que dizer. Eu só corro a minha mão para o lado do seu rosto e escovo meu polegar sobre seus lábios.

Como esse episódio ocorreu em 9 de novembro, eles combinam de se ver todos os anos no mesmo dia, mesmo local, mesmo horário por pelo menos cinco anos, a razão deve-se a uma conversa que Fallon teve com sua mãe. E assim acontece. Houve contratempos, quase desencontros.

Eu nem sequer quero estar com alguém, se há mesmo uma possibilidade remota, que ocorra uma terceira pessoa em jogo. O amor deve ser entre duas pessoas, e se não for, prefiro me curvar para fora a participar da corrida.

Eu achei o livro um pouco fraco, pois as ações que ocorrem não são lá de tirar o fôlego. No entanto, tem partes para refletir sobre a vida, sobre como devemos encarar a vida etc. A leitura acelera quando o caso do incêndio é revelado. Toda a verdade vem à tona e nesse momento você nem pisca. Essas revelações que fizeram o livro valer a pena. Apesar dos pesares, como de costume, a minha nota é 7,2.

Quando digo que você só sabe, é porque você só vai saber. Você não vai questioná-la. Você não pergunta se o que sente é realmente amor, porque quando for, você vai ficar absolutamente aterrorizado que está nele. E quando isso acontecer, suas prioridades mudam. Você não vai pensar sobre si mesmo e sua própria felicidade. Você só vai pensar sobre essa pessoa, e como você faria qualquer coisa para vê-la feliz. Mesmo que isso signifique ficar longe deles e sacrificar sua própria felicidade por eles." [...] Quando você estiver disposto a abrir mão das coisas que mais significam para você só para ver alguém feliz, isso é amor verdadeiro."





quinta-feira, 8 de setembro de 2016

RESENHA: Zoo


Título: Zoo
Autor: James Patterson
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2015

Confira a sinopse do livro no site do Skoob

Olá, pessoas. Tudo bem? Zoo é um livro de James Patterson. Eu conheci o autor pela obra Os assassinos do cartão postal, que por sinal é muito bom e recomendo. Zoo foi um livro muito interessante, rico em detalhes, aquele tipo de livro que vai pegando embalo aos poucos e de repente é uma informação nova atrás da outra que deixa o leitor sem fôlego.

Quando vi a notícia dos ataques dos leões no zoológico de Los Angeles, eu sabia que precisava ligar. Você precisa vir aqui, cara. E trazer uma câmera. Você e o resto do mundo precisam ver isso para acreditar.

Jackson Oz é um cientista que há muito tempo vem estudando e tentando alertar as autoridades sobre uma revolução animal, uma revolta dos animais contra os humanos. Oz até vai à África para ver de perto o que está acontecendo com os leões, que de repente passaram a atacar as pessoas.


Conforme Oz vai descobrindo detalhes para estudar melhor essa loucura que está ocorrendo no mundo animal, ele acaba sofrendo alguns ataques, caindo em armadilhas que os animais começaram a preparar. Tudo muito estranho, comportamentos totalmente fora do padrão.

Vocês se lembram do tsunami no oceano Índico? Sim, nós vivemos numa época interessante em que guerras e desastres naturais se sucedem como uma chuva forte, mas logo ficam soterrados em camadas sobrepostas de lama nas nossas pobres memórias.

Todos os animais começam a desenvolver comportamento atípico. Os leões, que normalmente não formam grupos com outros machos, passam a andar juntos para fazer tocaias. As fêmeas aparentemente são deixadas de lado. Até os cães e os gatos (que são considerados animais domésticos) tornam-se selvagens. Por que os ataques são apenas contra os humanos? Por que esse desequilíbrio no comportamento dos animais não afetou os homens também, já que apenas os mamíferos estão agindo fora do padrão?

  
Mesmo tentando alertar a todos, Oz é ignorado. Depois de um bom tempo após esses eventos acontecerem e progredirem em escala geométrica, como num passe de mágica, o cientista ignorado passa a ser celebridade. Em parceria com outros estudiosos da área, eles começam a entender o fenômeno. Partindo desse estudo, o mundo todo passa a experimentar as soluções propostas pelos cientistas.

Ninguém precisa saber por que a casa está pegando fogo para sair correndo. Deve-se começar a alertar as pessoas imediatamente em relação a essa agressividade animal.

 O livro é incrível, com uma riqueza de detalhes respeitável. As pessoas da área da Biologia acredito que adorarão essa obra, visto todos os detalhes bioquímicos abordados. É uma leitura leve e de capítulos curtos (marca nítida das obras de Patterson). Recomendo, sem dúvida esse livro. A minha nota é 8,7.




sábado, 20 de agosto de 2016

RESENHA: No seu olhar


Título: No seu olhar
Autor: Nicholas Sparks
Editora Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 432

Confira a sinopse do livro no site do Skoob

– Somos amigas, e se eu aprendi uma coisa nessa profissão é que o trabalho é muito mais agradável quando a gente gosta das pessoas com quem passa os dias.

Olá, pessoas! Como andam as leituras? As minhas estão a cada dia mais interessantes. Hoje vou compartilhar com vocês um livro que me trouxe reflexão, lazer e ótimos momentos na companhia de Maria e Colin. No seu olhar, mais um livro de Nicholas Sparks, é uma obra que me surpreendeu pelo crescimento na escrita do autor. Recentemente li Diário de uma paixão, um dos primeiros livros de Nicholas, e pude ver o contraste da escrota.

– Como você quer viver? – Quero equilíbrio. Trabalhar é importante porque preciso me sustentar, mas os amigos, a saúde, o descanso também são. Tempo para fazer as coisas que eu curto, e às vezes não fazer nada.

No seu olhar é muito bem escrito, abrindo várias pontas no começo da história, fechando conforme a história se encaminha para o fim. Um ponto que me surpreendeu foi o toque policial nesta obra. Nas páginas finais do livro, dizer que ficar sem fôlego é eufemismo. O desfecho da história prende o leitor de uma forma incrível que é impossível fazer qualquer pausa na leitura.

Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg haviam abandonado a faculdade e se saíram bem, não? Entenderam intuitivamente que o mundo não se importava com notas nem com formatura, pelo menos não a longo prazo e quando isso é comparado com características como criatividade e persistência.

Este livro conta a história de Maria, uma latina residente nos Estados Unidos. Ela é advogada e trabalha em um escritório de advocacia bem conceituado. Ela não é nada parecida com a sua irmã, Serena. Serena é ativa, vive saindo nas baladas, conhecendo gente nova, e publica tudo nas redes sociais. Maria é mais retraída, não curte muito as redes sociais, gosta de sua privacidade, leva uma vidinha bem pacata.

– Acho que você se preocupa demais com o modo como é vista pelas outras pessoas, mas para mim isso é um erro. No fim das contas, a única pessoa a quem você pode agradar de verdade é você mesma. O que as outras pessoas sentem é coisa delas.

Colin é um cara forte, malha excessivamente, tem um passado negro, mas deseja escrever sua história de vida, algo bem distante do que passou anos antes. Hoje está na faculdade, quer ser professor, ajudar outras pessoas por meio da licenciatura. Mas para que o seu sonho de uma vida nova possa se realizar, existem certas condições. E é contra essas condições que ele terá que lutar.

– Não sei o que significa normal, realmente. Acho que cada um tem sua definição, e ela é moldada pela cultura, pela família e pelos amigos, pelo caráter e pela experiência, por acontecimentos e por mil outras coisas. O que é normal para uma pessoa não é normal para outra.

Os protagonistas desse livro se conhecem quando Maria, em uma rodovia deserta e sob uma chuva torrencial, se vê vencida por não conseguir realizar a troca do pneu, uma vez que esqueceu seu celular e está impossibilitada de pedir ajuda. É neste momento que um carro para no acostamento e o motorista (Colin) caminha em sua direção. Maria se apavora ao ver o cidadão e assim inicia a história.

Apesar da confiança que apresentava, Maria percebeu que Colin simplesmente queria ser aceito; a seu modo, ele era tão solitário quanto ela. Essa percepção doeu, e subitamente parecia que os dois eram as únicas pessoas em todo mundo.

Como eu já disse, este é livro que me trouxe reflexão, e acho isso muito bom; além de entretenimento há aprendizado. Foi abordado o preconceito, os comportamentos ilegais, a preservação da identidade etc. É uma leitura leve, fluida, interessante e que prende o leitor.  A edição também é bem elaborada (capa, papel, simetria dos capítulos), enfim... a minha nota é 9,5.

No fim do jantar, depois de todos os pratos terem sido retirados, as taças de vinho esvaziadas e as velas estarem se apagando, percebeu que havia passado a vida inteira procurando por aquela mulher.

 

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

RESENHA: A casa da praia


 Título: A casa da praia
Autor: Nora Roberts
Editora Bertrand Brasil
Páginas: 475
Ano: 2016

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Olá pessoas! Hoje terminei de ler esse livro escrito pela maravilhosa Nora Roberts. Vocês, com certeza, verão mais resenhas dessa autora, pois AMO os livros que ela escreve. Descobri a autora quando estava na faculdade de Letras (e isso faz um bom tempinho rsrsrs). Desde aquela época até agora não me canso de ler as suas obras. Chega de enrolação, né? Comprei esse livro na Feira de Livros que ocorreu no mês de junho na minha cidade, e devido a outras leituras e outros afazeres pedagógicos não havia sobrado tempo para me deleitar com essa maravilha, então resolvi lê-lo no último final de semana das minhas férias.

Eli perambulou pela casa, esperando que isto o ajudasse a se orientar. Detestava a sensação de estar caminhando sobre nuvens, vagueando de um lado para outro, de pensamento em pensamento, sem nenhuma âncora ou raiz. Antes ele tinha a vida estruturada, tinha propósitos.

A história inicia um ano após a morte da esposa de Eli, um grande advogado criminalista que acaba de descobrir que sua mulher estava tendo um envolvimento com outro homem e resolve se separar. No entanto, Eli não conta com uma ironia do destino que ao chegar em casa para buscar alguns objetos de herança familiar encontra sua esposa morta na biblioteca. A polícia, por sua vez, aponta-o como o principal suspeito pela morte da esposa.

Em meio a um mar de amargura, Eli perde seu prestígio como advogado, é demitido e tem sua vida pessoal, social e profissional arrastada ao túmulo com sua esposa. Então, como forma de se isolar do mundo e tentar recomeçar a sua vida como escritor, ele resolve mudar-se para Bluff House (casa do penhasco), uma residência milenar que está na sua família há muitas gerações.


Ao chegar à casa, ele descobre que a avó possui uma governanta, Abra,  que mantém a casa limpa, assim como a moça tem a missão de tirá-lo dessa tristeza e lama.

Ela é uma boa menina, uma ótima cozinheira também. Se tiver alguma dúvida ou problema, fale com ela. Se ela não tiver a resposta, vai encontrar. É uma menina esperta e também muito bonita, como espero que você tenha notado, a não ser que esteja tão cego quanto magricela.

Abra começa a conhecer melhor Eli e se envolver com o advogado de uma forma que ela mesma achava ser impossível de acontecer, devido ao seu passado. Contudo, descobrem que estão sendo observados e seguidos, e um novo assassinato ocorre, tentando incriminar Eli, fazendo Abra ser cúmplice do amante.

Nosso casamento pode ter sido um erro, mas estávamos juntos nele. Nenhum de nós obteve o que esperava. No final, não pude impedir o que aconteceu a ela. Ainda não sei se ela morreu por causa de alguma escolha que eu fiz ou de escolhas que fizemos juntos.


Nora Roberts, em algumas de suas obras, gosta de resgatar histórias de ancestrais, assim como inserir uma pitada mística na sua obra, e essa não poderia ser diferente, é recheada de tradições, superstições e de segredos que vão prendendo o leitor à medida que ele se envolve com a história. Gostei muito da história, apesar de criticar um pouco o final, que foi um pouco previsível e as coisas aconteceram de uma forma um tanto que rápidas. Como mencionei no início da resenha, eu admiro muito essa autora e gosto muito do que ela escreve, mas quando lida com assassinatos e envolve a polícia em seus romances, deixa um pouco a desejar no que se refere ao mistério, tornando assim o livro previsível.


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

RESENHA: A casa das marés


Título: Casa das marés
Autor: Jojo Moyes
Editora Bertrand do Brasil
Páginas: 476
Ano: 2015

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Olá, pessoas! Tudo certo? Hoje o livro da vez é da Jojo Moyes. Este exemplar eu me presenteie no último natal, mas somente agora consegui lê-lo (a fila de espera está a cada dia maior). Até então ele era o último título que me falta ler desta autora. Entretanto, depois disso foi lançado o livro Depois de você (que eu já li, sim, eu confesso que furei a fila). E agora foi lançado mais um: o navio das noivas (ainda não comprei). 
– Susan, ele é um bom rapaz. Não tem cacoetes, nenhuma deformidade aparente, o pai é extremamente rico e ele ainda quer se casar com a nossa filha problemática e tagarela.

No começo achei o livro um pouco fraco, nem parecia ser a caligrafia da Jojo. A história começa após a Segunda Guerra Mundial, em uma pequena cidade cheia de regras sociais. Celia e Lottie são as protagonistas adolescentes. Celia, filha legítima da família Holden, e Lottie, uma menina adotada. Enquanto esta era toda certinha, não gostava da vida agitada, um dos motivos de não gostar de Londres, aquela não via a hora de deixar Merham, sua cidade natal. 
Ela hesitou. Percebeu que a sua boca já estava aberta. A poupa era lisa e doce. Parecia perfumada. Deixou que derretesse aos poucos em sua língua, se deixando levar pela suculência, fechando os olhos para imaginar melhor países com clima tropical, lugares onde as pessoas usavam vermelho, amarelo e azul, lugares onde carregavam o sol nas costas.

Os dias vão passando e Celia finalmente consegue se mudar para Londres. Lá ela conhece Guy, um rapaz de bem, filho de um empresário importador de frutas (eis a razão para o título original ser foreign fruit – fruta estrangeira, em tradução literal). Os dois se apaixonam e, quando decidem se casar, Celia levar o noivo até Merhan para apresenta-lo à família. E esse é o início de algumas encrencas nessa fase. 
– Não queremos perturbar – disse Susan Holden. – Talvez eles estejam... cuidando do jardim. Longe de Lottie mencionar que a coisa mais próxima de verde no terraço de Adeline era um pão que mofara, esquecido atrás dos vasos de planta.


 Há uma lacuna no tempo e, já nos dias atuais, uma senhora resolve vender um casarão (a casa das marés) para que ele seja transformado em um hotel, que terá como atrativo bares. Essa obra (reforma do casarão) gera tumulto na pacata cidade, que com a inauguração desse novo hotel chamará turistas. Nesta fase, a história girará em torno de Daisy e Jones, os responsáveis técnicos da obra, digamos assim. 
No dia seguinte, já arrependida do chilique, recebeu uma carta. Nela, Adeline não fez qualquer menção ao ataque de Lottie, apenas comunicou o endereço do local onde podia ser encontrada na França. Pedira que Lottie mantivesse contato com ela e dissera que o único verdadeiro pecado era tentar ser alguém que não se é.

Até aqui eu não tinha entendido muita coisa, até porque tem uma grande quantidade de personagens novos. Lá pelas tantas, eis que viro a página e, rufem os tambores, uma grande revelação é feita, que une o presente ao passado e, nessa hora, a voz da Jojo emerge com força. A partir desse momento você consegue ligar os pontos, engatar a quinta marcha e deslanchar na leitura com muita sede. 
– Está bem. Já que isso te incomoda tanto assim – concluiu ela. – Eu vou contar como consegui essa casa, mas você precisa me prometer que não vai sair por aí espalhando. Mas, primeiro, preciso de uma bebida.

O final é um pouco previsível, na minha opinião, mas muito me agradou assim mesmo, visto que as pontas soltas, tanto do passado como do presente, foram bem amarradas. É uma leitura agradável e tem, sim, a caligrafia da autora. Recomendo. É uma obra que emociona, que faz torcer pelos personagens e que deixa saudades, portanto a minha nota é 8,6.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

RESENHA: S. O navio de Teseu

       

Título: S. O navio de Teseu
Autor: Doug Dorst; J. J. Abrams
Editora Intrínseca
Páginas: 472
Ano: 2015


Confira a sinopse do livro no site do Skoob.

Olá, pessoas. Hoje quero compartilhar com vocês uma leitura que fiz de um livro incrível, nunca tinha visto uma obra tão singular. O navio de Teseu me encantou com sua forma de apresentação. Não tem como não ficar curioso pela história, visto que, além da história propriamente dita (do navio), há ainda uma história contada nas margens do livro. E mais: o livro está cheio de anexos! Espetacular.

Muito se fala na internet sobre a forma de ler esse livro. Eu inclusive fui pesquisar para saber a melhor forma de aproveitar a obra. Na dúvida, testei várias formas. O que mais li foi a versão de que você deveria primeiro ler o livro original (como se não houvesse anotações nas margens). Na sequência, voltar ao início e ler as anotações. NÃO FUNCIONOU! Onde eu esconderia a minha curiosidade? Tentei ler tudo ao mesmo tempo. Que confusão! Fiquei perdido. Então, minha sugestão para quem for ler é ler um capítulo do livro e voltar para ler as anotações e os anexos.

A história do navio inicia com um elemento que não se lembra do próprio nome, mas se apresenta a todos como S. A maior parte da história ocorre no navio. Ora o navio é um refúgio, ora é um cárcere. A linguagem é estilo do início do século passado, típico para um livro que representa o período, uma vez que a encadernação mostra traços de um livro velho, usado, apresentando desde páginas amarelas, sujeira até marcas amassadas nas páginas. Eu ainda acredito que o cheiro do livro seja de estante (ele não tem cheiro de livro novo, não para mim).

Nas margens existe a história de dois acadêmicos, Eric e Jen. Os dois inicialmente tentam desvendar a identidade de Straka (o suposto autor de O navio de Teseu), mas acabam usando o livro como instrumento de conversa. Os anexos correspondem às pesquisas dos dois, tais como um recorte de jornal, postais, fotos, até cartas relatando problemas pessoais. A parte das margens (+ os anexos) para mim foi a melhor parte, a mais interessante.



O curioso dessa obra é que tudo é ficção. O livro O navio de Teseu representa um livro que esteve em uma biblioteca, o autor V. M. Straka não existe. Nessa história do navio há muitas notas de rodapé fazendo referências a outras obras, que também não existem. E a busca desses dois acadêmicos é reconhecer os personagens do navio na vida real (que é ficção também) (risos).

Tudo foi muito bem amarrado, muito bem pensado, cada referência, cada nota de rodapé. Foi de uma genialidade sem igual a construção desse livro. Outro detalhe muito curioso é essa obra não possui versão digital (nem teria como mesmo). E o livro foi impresso na China porque nenhuma gráfica aceitou o desafio. Apenas o guardanapo é que foi produzido no Brasil. Assim, devido a essa logística, foi feita apenas uma tiragem (a internet nem sempre é uma fonte confiável, mas, diante dos fatos, eu acredito mesmo que isso possa ser verdade).



Como um graduado em Letras, várias anotações dessa obra me encantaram, pois trouxeram à tona belas lembranças do tempo de formação. As anotações à caneta são as conversas entre Eric e Jen. No entanto, as anotações à lápis são percepções que Eric fez em sua leitura (livro este que ele releu inúmeras vezes). Em outras palavras, Eric analisava a obra e anotava o que estava nas entrelinhas. Fantástico!


Diante de tantas novidades, eu fiquei em dúvida quanto a um parecer sobre o livro. Ele é totalmente diferente de qualquer outro livro que eu já li. Assim, elaborei uma tabela para avaliar vários pontos, tais como a encadernação, a aparência, a história em si, entre outros. De acordo com essa tabela, o livro fica com nota 7,2. Esse é o primeiro livro que avalio desta forma (com nota), e penso em adotar essa prática nas próximas leituras também. Se eu recomendo? Claro! Apesar de a história do navio não ter me encantando tanto quanto eu esperava (diferente da dos acadêmicos pelas margens), sem dúvida é uma experiência diferente que valeu muito a pena.


quinta-feira, 7 de julho de 2016

RESENHA: Pássaros ferido

       

Título: Pássaros feridos
Autor: Colleen McCullough
Editora Bertand Brasil
Páginas: 672
Ano: 2003

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Olá, pessoas. Hoje quero compartilhar com vocês um livro cheio de emoções... um clássico, na verdade. Pássaros feridos, da Colleen McCullough, foi um livro que muito me indicaram. E não foram palavras ao vento, o livro merece todo o respeito emanado. A linguagem e a sucessão dos fatos me fez lembrar de O vento levou. Realmente uma linda história.

– É uma pena que não haja dinheiro para manter os pequenos na escola. São tão inteligentes!
– Oh, Frank! Se os desejos fossem cavalos, os mendigos fariam equitação.

Tudo começa com a nossa protagonista, Meggie Cleary, ainda pequena, indo à escola e relatando a vida na Nova Zelândia. O tempo vai passando, a família Cleary muda-se para a Austrália e as tramas começam a ser desenvolvidas. A história se estende por vários anos, findando quando Meggie já ultrapassara a casa de meio século.

– O senhor acreditaria, padre, se eu lhe disse que só cheguei suficientemente perto de Fee para dizer-lhe alô no dia em que me casei com ela?
– É claro que eu acredito – disse o padre a meia voz.

Outro personagem muito importante, que merece seu merecido destaque, é o padre Ralph de Bricassart. Este personagem tem uma participação muito ativa trama. Ele é o pároco de Drogheda, palco principal de Pássaros Feridos. Com muita devoção ao Senhor, Ralph resiste aos seus votos, ou pelo menos tenta, até que alcança o que deseja: ascensão clerical.


Há outros personagens de destaque, porém com menos brilho que esses dois já mencionados, como os irmãos de Meggie, sua mãe, seus filhos, alguns amigos. Um fato que eu senti falta foi o desfecho do marido de Meggie. Ele simplesmente foi deixado de lado na história, deixando no ar que ele continuou na luta por seu sonho. Um ponto negativo? A parte em que a história foca nos filhos de Meggie. É uma parte importante, porém, para mim, foi uma parte menos acalorada, não tão empolgante.

Morrerei quando eu tiver escolhido a hora, e olhe que eu não pretendo suicidar-me. É a vontade de viver que nos mantém esperneando, Ralph; não é difícil parar quando realmente o desejamos. Estou cansada e quero parar. É muito simples.

Assim como o livro me foi indicado, a mim foi relatado que há uma minissérie, que já foi até exibida na TV aberta. Será que fiquei curioso por ver essa versão televisiva? Não tenha dúvida. Claro que estou ciente de que, assim como em O vento levou, muito deve ter sido suprimido, quando não alterado. Não importa: quero ver (risos).

– De fato. Eu carecia de humildade, e acredito que, de certo modo, aspirava ser o próprio Deus. Pequei muito grave e indesculpavelmente. Não posso perdoar-me, e, nessas circunstâncias, como esperar o perdão divino?

Enfim, apesar da quantidade de páginas, de ser um livro “de respeito”, eu o li em menos de 10 dias. Não acreditava, antes de iniciar a leitura, que a história fosse me devorar tão gulosamente. Realmente eu não conseguia parar de ler, ansioso para descobrir o que aconteceria na sequência. Se soubesse que seria assim não o teria deixado para ler tão tarde. Recomendo.



domingo, 26 de junho de 2016

RESENHA: Extraordinário

         

Título: Extraordinário
Autor: R. J. Palacio
Editora Intrínseca
Páginas: 208
Ano: 2014

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Olá, pessoas! Hoje vou compartilhar com vocês um livro que li em um dia e meio. O livro Extraordinário, de R. J. Palacio, realmente é extraordinário. Escrito na linguagem de seu protagonista, August (ou Auggie, como ele é carinhosamente chamado), a obra conta com capítulos bem curtinhos, e divide-se em várias vozes: do August, da irmã, do melhor amigo etc.

Acho que devia haver uma regra que determinasse que todas as pessoas do mundo tinham que ser aplaudidas de pé pelo menos uma vez na vida.

Eu já havia visto esse livro na internet, achei interessante, mas apenas o coloquei na lista de leituras futuras de longo prazo. Quando descobri que este livro teria sua versão hollywoodiana, e tendo no elenco Julia Roberts (minha querida Julia), furei a fila e o li assim que o livro que estava em andamento finalizou. Arrependimento? Somente por não tê-lo lido antes!


Eu estava tão nervoso que, em vez de frio, eu estava com um polo norte inteiro na barriga!

A história gira entorno de August, um menino com uma doença congênita rara que proporcionou uma má formação de seu rosto. Como ele era visto sempre como uma aberração, algo repulsivo, esse menino foi educado em casa pela sua mãe. Entretanto, quando chega a hora de ir para o Ensino Fundamental II, a mãe resolve matriculá-lo em uma escola regular. Aqui que começa a história.

Sempre haverá idiotas no mundo, Auggie. Mas seu pai e eu acreditamos, de verdade, que há mais pessoas boas que más na Terra, e que as pessoas boas olham umas pelas outras, cuidam umas das outras.



Em um primeiro momento, Auggie se desespera, nega-se a ir para a escola. Entretanto, com muita conversar, uma certa ajuda do diretor do educandário, o menino aceita o desafio. Claro que sofreu com o comportamento das outras crianças e de alguns adultos também. Esses eventos nos fazem refletir muito sobre a vida, nossos atos, e que, como diz Saint-Exupéry, o essencial é invisível aos olhos, ou seja, não é a aparência que nos define, mas nossas ações, sentimentos, valores.

Deveríamos ser lembrados pelas coisas que fazemos. Elas importam mais do que tudo. Mais do que aquilo que dizemos ou do que nossa aparência. As coisas que fazemos sobrevivem a nós. São como os monumentos que as pessoas erguem em honra dos heróis depois que eles morrem. Como as pirâmides que os egípcios construíam para homenagear os faraós. Só que, em vez de pedra, são feitas das lembranças que as pessoas têm de você. Por isso nossos feitos são nossos monumentos. Construídos com memórias em vez de pedra.


Com muito humor, Palacio aborda o bullying, o preconceito, muitos problemas sociais que não são apenas praticados por crianças, e sim muitos adultos preconceituoso. Este livro é uma obra que tem faz rir, emocionar, refletir, e te deixa com saudades dos personagens. É um livro que recomendo, com certeza. Ainda não tive a oportunidade de ler outra obra relacionada (já vi que existe um sobre frases extraorinárias), mas fiquei muito curioso!

O primeiro dia depois do feriado foi chuvoso e nojento. Um dia enlameado. Também era assim que eu me sentia por dentro.