Título: Três semanas com meu irmão
Autor: Nicholas Sparks e Micah Sparks
Editora Arqueiro
Páginas: 320
Ano: 2015
Olá, pessoas! Como vocês estão? Eu estou anestesiado
pela leitura que acabei noite passada. Três semanas com meu irmão, do Nicholas
Sparks, cumpre com todas as promessas feitas: você ri, você chora, torce para
que as coisas deem certo, você até se identifica com algumas passagens (pelo
menos eu me identifiquei). Esse livro já estava na minha lista de leituras
futuras e, por conta do meu aniversário, fui presenteado pela minha irmã, que
achou o título bem sugestivo. Hoje não posso deixar de dizer que esse cara tem
o meu respeito e admiração!
Essa seria a nossa rotina pelas próximas
semanas. Uma viagem guiada tem muitas vantagens, mas a programação é
cuidadosamente predeterminada e em alguns lugares há pouco tempo para ficar ou
explorar por conta própria.
Após um período um pouco turbulento, Nicholas recebe
um panfleto sobre uma viagem ao redor do mundo, iniciando pela costa oeste da
América do Sul, passando pela Oceania, Ásia... Para ser sincero, essa parte em
que eles relatam cada lugar visitado não foi tão interessante (pelo menos para
mim). A melhor parte foram as histórias que os ganchos da viagem introduziram
para contar a vida da família Sparks desde o nascimento do primogênito: Micah
Sparks. Eis o motivo de o título dessa obra referir-se a três semanas com o
irmão.
Você não está me ouvindo, irmãozinho. –
Micah me interrompeu. – Nunca se esqueça de que a expectativa é uma parte
importante da vida. O trabalho é importante, a família é importante, mas sem
entusiasmo você não tem nada.
O livro relata todas as dificuldades, alegrias,
surpresas, perdas e dores dessa família, que mostrou com garra e perseverança
que não se pode desistir. As adversidades devem ser tomadas como aprendizagem,
e não como um castigo. A leitura desse livro foi, acima de tudo, além do prazer
que a leitura nos proporciona, um momento de reflexão, que temos que valorizar
o próximo, principalmente quando o próximo estiver próximo (perdoem-me o
trocadilho).
O que você quer e o que você tem costumam
ser duas coisas completamente diferentes.
Foi muito interessante conhecer a história desse autor
que, como já disse, ganhou meu respeito e admiração. O seu primeiro livro não
lhe rendeu fama e sucesso (nem sequer foi publicado). Sua estrada não foi a
mais bela, com flores e borboletas. O retrato dessa estrada pode ser visto em
suas primeiras obras publicadas (de sucesso), as quais foram espelhos de sua
vida: Um amor para recordar, por
exemplo, foi inspirado na sua irmã; O
resgate, em seu segundo filho.
No fim das contas, o casamento se resume a
atitudes. Acho que as pessoas falam muito sobre aquilo que lhes incomoda em vez
de colocarem em prática as pequenas coisas que mantêm um casamento firme e
forte. Você tem que saber do que o seu parceiro precisa, e é isso o que você
faz. E também evita de fazer as coisas que prejudicam o relacionamento. Se a
outra pessoa agir da mesma forma, o casamento pode superar qualquer obstáculo.
Eu não sou muito adepto aos livros biográficos, mas
este livro com certeza entrou para a lista dos melhores livros lidos no ano,
por todas as emoções despertadas. Se você for uma pessoa muito emotiva, leia-o com
a caixa de lenços à mão, você vai precisar. Recomendo a obra, sem dúvida.
– Você acha que ele foi um bom pai quando
éramos mais novos? – Em alguns aspectos. Não tão bom em outros. Mas, sabe, no
fim das contas eles merecem o crédito pela nossa criação por causa dos homens
que nos tornamos. Somos bem casados, bem-sucedidos, éticos, e continuamos
próximos como irmãos. Se meus filhos puderem dizer a mesma coisa mais para a
frente, você não vai pensar que fez um bom trabalho como pai? – Sem dúvida –
concordei.


