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sexta-feira, 17 de junho de 2016

RESENHA: Três semanas com meu irmão

           
Título: Três semanas com meu irmão
Autor: Nicholas Sparks e Micah Sparks
Editora Arqueiro
Páginas: 320
Ano: 2015

Confira a sinopse no site do Skoob

Olá, pessoas! Como vocês estão? Eu estou anestesiado pela leitura que acabei noite passada. Três semanas com meu irmão, do Nicholas Sparks, cumpre com todas as promessas feitas: você ri, você chora, torce para que as coisas deem certo, você até se identifica com algumas passagens (pelo menos eu me identifiquei). Esse livro já estava na minha lista de leituras futuras e, por conta do meu aniversário, fui presenteado pela minha irmã, que achou o título bem sugestivo. Hoje não posso deixar de dizer que esse cara tem o meu respeito e admiração!

Essa seria a nossa rotina pelas próximas semanas. Uma viagem guiada tem muitas vantagens, mas a programação é cuidadosamente predeterminada e em alguns lugares há pouco tempo para ficar ou explorar por conta própria.

Após um período um pouco turbulento, Nicholas recebe um panfleto sobre uma viagem ao redor do mundo, iniciando pela costa oeste da América do Sul, passando pela Oceania, Ásia... Para ser sincero, essa parte em que eles relatam cada lugar visitado não foi tão interessante (pelo menos para mim). A melhor parte foram as histórias que os ganchos da viagem introduziram para contar a vida da família Sparks desde o nascimento do primogênito: Micah Sparks. Eis o motivo de o título dessa obra referir-se a três semanas com o irmão.

Você não está me ouvindo, irmãozinho. – Micah me interrompeu. – Nunca se esqueça de que a expectativa é uma parte importante da vida. O trabalho é importante, a família é importante, mas sem entusiasmo você não tem nada.


O livro relata todas as dificuldades, alegrias, surpresas, perdas e dores dessa família, que mostrou com garra e perseverança que não se pode desistir. As adversidades devem ser tomadas como aprendizagem, e não como um castigo. A leitura desse livro foi, acima de tudo, além do prazer que a leitura nos proporciona, um momento de reflexão, que temos que valorizar o próximo, principalmente quando o próximo estiver próximo (perdoem-me o trocadilho).

O que você quer e o que você tem costumam ser duas coisas completamente diferentes.

Foi muito interessante conhecer a história desse autor que, como já disse, ganhou meu respeito e admiração. O seu primeiro livro não lhe rendeu fama e sucesso (nem sequer foi publicado). Sua estrada não foi a mais bela, com flores e borboletas. O retrato dessa estrada pode ser visto em suas primeiras obras publicadas (de sucesso), as quais foram espelhos de sua vida: Um amor para recordar, por exemplo, foi inspirado na sua irmã; O resgate, em seu segundo filho.

No fim das contas, o casamento se resume a atitudes. Acho que as pessoas falam muito sobre aquilo que lhes incomoda em vez de colocarem em prática as pequenas coisas que mantêm um casamento firme e forte. Você tem que saber do que o seu parceiro precisa, e é isso o que você faz. E também evita de fazer as coisas que prejudicam o relacionamento. Se a outra pessoa agir da mesma forma, o casamento pode superar qualquer obstáculo.

Eu não sou muito adepto aos livros biográficos, mas este livro com certeza entrou para a lista dos melhores livros lidos no ano, por todas as emoções despertadas. Se você for uma pessoa muito emotiva, leia-o com a caixa de lenços à mão, você vai precisar. Recomendo a obra, sem dúvida.

– Você acha que ele foi um bom pai quando éramos mais novos? – Em alguns aspectos. Não tão bom em outros. Mas, sabe, no fim das contas eles merecem o crédito pela nossa criação por causa dos homens que nos tornamos. Somos bem casados, bem-sucedidos, éticos, e continuamos próximos como irmãos. Se meus filhos puderem dizer a mesma coisa mais para a frente, você não vai pensar que fez um bom trabalho como pai? – Sem dúvida – concordei.