
Título: Outlander: a libélula no âmbar
Autor: Diana Gabaldon
Editora Saída de Emergência
Páginas: 944
Ano: 2014
RESENHA
Olá, pessoas! Tudo bem? Venho novamente aqui para falar do
fantástico (e temido pela quantidade de páginas) Outlander: a libélula
no âmbar. O primeiro livro, como já resenhado aqui anteriormente, foi
magnífico, cheio de aventuras, proporcionando uma leitura muito agradável. O
segundo livro não poderia ser diferente. Confesso que o início foi um pouco
arrastado, pois, visto que estão na França para resolver assuntos jacobitas, a
trama não tem muita ação, são mais conspirações entre os reis. Entretanto,
quando eles retornam à Escócia, tudo volta ao normal, ou seja, encrencas,
perseguições etc.
Logo na primeira página, você percebe um certo suspense, pois
Claire está em 1968 com sua filha, passeando pela Escócia. O objetivo da viagem
é mostrar à Brianna onde Claire passou vários momentos felizes. Em meio a
vários passeios, Claire perde o chão com algo que ela vê em uma região pouco
visitada por turistas. Assim, sem nenhuma explicação, a história retorna ao
século XVIII, continuando de onde parou no primeiro livro.
O período em que Claire e Jamie estão na França é cheia de
conspirações, segredos e planos de guerra. Há muitas conversas e pouca ação. No
entanto, quando eles voltam para a Escócia, muita coisa acontece, o que traz de
volta aquele ritmo “sedento” de leitura. De modo geral, novos personagens
aparecem, outros já conhecidos retornam, alguns se revelam amigos, outros
traidores. Alguns fatos relatados no livro anterior são explicados e outros são
revelados (sim, fiquei muito surpreso), desconstruindo uma imagem sólida do
primeiro volume.
A obra finaliza novamente em 1968, com muitas mais
revelações que são de cair o queixo. E se já não houvesse surpresas
suficientes, Clarie, Brianna e Roger serão testemunhas de um acontecimento
único, o qual fará Brianna repensar sobre suas ações recentes.
De cunho histórico, foi grande o aprendizado, principalmente
após a leitura do primeiro volume. Isto me fascina muito: conhecer, por meio de
um romance, os hábitos, os costumes e os fatos marcantes da história mundial.
Digo mundial por envolver os reinos da França, da Inglaterra e da Escócia. É
fantástico conhecer as guerras travadas, seus motivos, os medos e as aflições
do povo que lutavam para defender seus ideais políticos e religiosos.
Se eu fosse fazer uma analogia desse livro, eu diria que foi
uma verdadeira montanha russa: começou com o tempo atual cheio de emoção,
desceu várias páginas na França, voltou a subir na Escócia e seguiu com os
pequenos altos e baixos que dão ritmo à obra. Apesar da frustração inicial
(talvez isto se deva pela grande expectativa criada), não diria que foi um
livro ruim. Foi tão bom quanto o primeiro, pois várias das ações iniciais (aparentemente)
insípidas serviram de alicerce para grandes eventos posteriores. Para
finalizar, só tenho uma coisa a dizer: “Outlander 3: o resgate no mar” estou a
caminho!


