sexta-feira, 28 de outubro de 2016

CINEMA: Chocolate


Filme: Chocolate (2016)
Data de lançamento 21 de julho de 2016 (2h 00min)
Direção: Roschdy Zem
Gêneros BiografiaDrama
Nacionalidade França

Exibida no Festival Varilux de Cinema Francês de 2016, a cinebiografia do palhaço Chocolate, por si só, já seria uma grande história de cinema. O primeiro artista de circo negro da França, retratada com suas lutas contra vícios e preconceitos, remando contra as dificuldades da vida, já teriam elementos suficientes para um grande drama. Com um intérprete como Omar Sy, um dos maiores atores franceses da atualidade, o filme ganha destaque de uma grande produção. Omar tem em Chocolate uma das melhores atuações de sua carreira, combinando um trabalho impecável em um filme de muita qualidade técnica. Contracenando com James Thierrée, Omar forma a dupla de famosos palhaços Chocolate e Foottit, que divertem, encantam e provocam questionamentos no público. 



 A questão da escravidão, amizades, romances e conflitos étnicos e sociais, dividem a cena com o mundo do circo e teatro francês de outrora. Momentos de riso, drama, romance e aventuras, contracenam com dramas e questionamentos sociais.

E é na pele de Otelo de Shakespeare, que Omar Sy leva seu personagem Chocolate ao mundo do teatro, atingindo o auge de sua atuação. Um conflito psicológico e social de uma sociedade dividida entre aplausos e preconceitos, entre o circo (do negro canibal) e o teatro (do grande Otelo negro). 
Chocolate torna-se assim um filme dramático que merece ser visto e admirado, tanto por sua qualidade técnica, excelentes atuações de elenco e grandes momentos em cena, quanto pelo poder questionador da sociedade e seus preconceitos.


sábado, 22 de outubro de 2016

CINEMA: Inferno


Inferno
Data de lançamento 13 de outubro de 2016 (2h 02min)
Direção: Ron Howard
Gêneros SuspensePolicial

Nacionalidade Eua

O escritor Dan Brown tornou-se um fenômeno mundial de vendas com sua obra mais famosa, O Código Da Vinci. Transformado em filme, o livro rendeu sucesso imenso para seu autor, que acabou tendo outros trabalhos transportados para o cinema.

E seu principal personagem, Robert Langdon, acabou ganhando um intérprete de peso: Tom Hanks. Um simbologista perspicaz, que enfrente aventuras e perigos para descobrir segredos e salvar a humanidade, sempre abençoado pelo seu singelo relógio do Mickey Mouse. E de tanto correr, Robert Langdon chega agora ao Inferno, em sua terceira aventura nos cinemas (a quarta, nos livros de seu criador, Dan Brown). 

 
Em Inferno, encontramos algo diferente dos dois filmes anteriores do personagem: Em o Código Da Vinci, Langdon aventurou-se em um filme polêmico, com mistérios e surpresas por Paris, em um questionamento sobre a divindade de Jesus Cristo.

Já em Anjos e Demônios, Langdon subiu o nível ao protagonizar a melhor aventura da série de Dan Brown, em um suspense arrebatador e cheio de reviravoltas incríveis.

Agora em Inferno, sua nova aventura traz um enigma sobre o Inferno de Dante, e um misterioso bilionário que quer salvar a humanidade com um vírus mortal (Ou acabar com ela de vez).



Conseguirá o atordoado e confuso Langdon enfrentar estes perigos? Neste terceiro filme, o mistério e suspense são lugar a correria e aventura, que seguem por Veneza, Florença e Istambul, na Turquia.

Os lindos cenários e a fotografia do filme já valem o ingresso. E o grande elenco do filme, que traz Tom Hanks, Felicity Jones, Omar Sy e Irrfan Khan complementam uma obra de roteiro fraco, que infelizmente não ficou à altura do grande livro de Dan Brown chamado Inferno.

 

Recomendo o filme Inferno por seu conjunto, mas acima de tudo, indico o livro por sua qualidade ímpar.

#amigosdoadorocinema

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

CINEMA: O Bebê de Bridget Jones


Título: O Bebê de Bridget Jones
Data de lançamento 29 de setembro de 2016 (2h 03min)
Direção: Sharon Maguire
Gêneros Comédia Romance
Nacionalidades Reino unidoIrlandaFrançaEua

O Bebê de Bridget Jones é a mais nova comédia romântica dos cinemas: um filme divertido, comovente e curioso, como a própria Bridget Jones em pessoa. E após uma longa pausa em seus filmes, eis o novo capítulo da saga da britânica e seus diários e situações cotidianas.


E os bons romances de Bridget continuam no ar. Renée Zellweger está ótima no papel da protagonista, acompanhada pelos galãs Colin Firth e Patrick Dempsey, também em excelentes atuações. (Hugh Grant também está no filme, claro... De uma forma bem inusitada).


E neste novo filme, como conta o próprio título, há um bebê inesperado e... Dois pais! Quem será o vencedor nesta disputa pelo coração da mamãe Bridget? Quantas aventuras e surpresas surgirão em cena, até seu desfecho final?
O filme traz uma excelente trilha sonora, e tem participações muito especiais (Sem spoilers, não vou contar!).

Desta vez, o novo filme não se baseia em nenhum livro, como os anteriores. Mas garante boas risadas, surpresas e muitas emoções. Um filme de qualidade, com a cara e o jeito da desajeitada Brigdet Jones...


Por Ricardo Brandes

P.s. Extra: Visite o site oficial do filme! www.obebedebridget.com.br 

domingo, 2 de outubro de 2016

CINEMA: Cegonhas, a história que não te contaram



Cegonhas, a história que não te contaram (3D)
Data de lançamento: 22 de setembro de 2016 (1h29min)
Nacionalidade: EUA



Cegonhas, a história que não te contaram

   
Olha aê ser humaninho! Sabe aquela história da cegonha, que trazia bebês sob encomenda, após receber uma cartinha dos futuros papais interessados? Eis o filme que conta esta história... Ou, nem tanto...


Cegonhas, a história que não te contaram traz um filme fofo de bebês e relações familiares, com muita aventura e emoção. Do mesmo estúdio que produziu Uma aventura Lego, Cegonhas conta essa história clássica de um jeito diferente e moderno, dentro das novas tendências da atualidade. Entregas rápidas, internet, rotinas familiares, filhos, traumas e perigos se entrelaçam em um enredo encantador, exibido agora em versão 3D nos cinemas.

O filme tem um início um pouco lento, quando da apresentação inicial dos personagens e enredo, mas em sua metade segue firme em perseguições e grandes aventuras, para dar a luz a um final bem familiar, com belas histórias de pais e filhos. 


E a parte musical também não deixa à desejar! Com uma excelente trilha sonora, o pombo Luke (Um “pombo carentão, que só quer ter amigos”, segundo conta o dublador Marco Luke) canta e dança em cena, procurando novas amizades.

 As cegonhas contracenam com outros animais peculiares, que tentam acompanhar sua rotina ou, nem tanto... Os vilões também estão no filme, provocando medo e riso entre os espectadores. Lobos inventivos e bravios se juntam a pinguins sinistros, para tentar estragar os planos das queridas cegonhas. Será que conseguirão acabar de vez com a fábrica de bebês? Assista ao filme Cegonhas e divirta-se!




quinta-feira, 22 de setembro de 2016

RESENHA: November 9

 

Título: November 9
Autor: Colleen Hoover
Editora Galera
Ano: 2015
Páginas: 340

Confira a sinopse no site do Skoob

Olá, pessoas, tudo certo? Se eu disser que este livro foi top estarei mentindo. A leitura dessa obra foi bem interessante, gostei, mas em comparação com os outros títulos da Colleen Hoover este livro deixou a desejar. Na minha opinião foi fraco. É uma história bonita, porém rasa. Entretanto, eu ainda recomendo a obra.

Eu tento relaxar minha perna para que Ben não sinta o quão tensa estou, mas ele é o primeiro cara em um longo tempo a realmente me tocar fisicamente. É um pouco estranho, se eu for realmente honesta.

Eu resolvi ler esse livro primeiramente porque já li quase todos os títulos da autora, então porque não ler mais este, visto todas as resenhas positivas que já foram disponibilizadas. A história gira em torno de Fallon O’Neil e Ben Kessler. Duas pessoas distintas que a vida resolveu cruzar os caminhos. Essa história começa no dia 9 de novembro. Fallon e Ben estão no mesmo restaurante/café/lanchonete.

E então isso me fez pensar se você beijava como a Abitha, porque mesmo que ela tenha sido meu primeiro beijo, ainda foi um dos únicos que me lembro de cada detalhe.

Fallon é uma menina linda, atriz, que por causa de um acidente teve sua carreira roubada. A culpa ela derrama toda sobre seu pai. Ele tem a sua parcela, mas ele não sabia que teria visita exatamente no dia do acidente.

Uau. Ela é como uma mini-Sócrates com todos estes conselhos de vida. Eu sinto como se deveria estar tomando notas. Ou debatendo com ela.

Ben é um rapaz inteligente, escritor (pelo menos se esforça para tal), está na faculdade, seguindo os mesmos passos de sua falecida mãe. Como que por instinto, um sentimento incontrolável, Ben não resiste à conversa calorosa e nada amistosa de Fallon com o pai e resolve se intrometer. E foi dada a largada dessa trama.

Ele beija o topo da minha cabeça e, em seguida, planta as mãos no meu rosto, inclinando meu rosto para ele. "Eu não posso acreditar que você está aqui," diz ele. Eu posso ver um sorriso em guerra com a devastação em sua expressão. Eu não falo, porque ainda não sei o que dizer. Eu só corro a minha mão para o lado do seu rosto e escovo meu polegar sobre seus lábios.

Como esse episódio ocorreu em 9 de novembro, eles combinam de se ver todos os anos no mesmo dia, mesmo local, mesmo horário por pelo menos cinco anos, a razão deve-se a uma conversa que Fallon teve com sua mãe. E assim acontece. Houve contratempos, quase desencontros.

Eu nem sequer quero estar com alguém, se há mesmo uma possibilidade remota, que ocorra uma terceira pessoa em jogo. O amor deve ser entre duas pessoas, e se não for, prefiro me curvar para fora a participar da corrida.

Eu achei o livro um pouco fraco, pois as ações que ocorrem não são lá de tirar o fôlego. No entanto, tem partes para refletir sobre a vida, sobre como devemos encarar a vida etc. A leitura acelera quando o caso do incêndio é revelado. Toda a verdade vem à tona e nesse momento você nem pisca. Essas revelações que fizeram o livro valer a pena. Apesar dos pesares, como de costume, a minha nota é 7,2.

Quando digo que você só sabe, é porque você só vai saber. Você não vai questioná-la. Você não pergunta se o que sente é realmente amor, porque quando for, você vai ficar absolutamente aterrorizado que está nele. E quando isso acontecer, suas prioridades mudam. Você não vai pensar sobre si mesmo e sua própria felicidade. Você só vai pensar sobre essa pessoa, e como você faria qualquer coisa para vê-la feliz. Mesmo que isso signifique ficar longe deles e sacrificar sua própria felicidade por eles." [...] Quando você estiver disposto a abrir mão das coisas que mais significam para você só para ver alguém feliz, isso é amor verdadeiro."





domingo, 11 de setembro de 2016

CINEMA: Escritores da liberdade



Filme: Escritores da liberdade
Lançamento: 27 de agosto de 2007 (2h04min)
Direção: Richard LaGravenese
Elenco: Hilary Swank, Patrick Dempsey, Ricardo Molina, entre outros
Gênero: comédia dramática
Nacionalidade: EUA

Confira a sinopse do filme no site do AdoroCinema

Tomei conhecimento do filme por um grupo de amigos, que muito me recomendaram. Fiquei curioso sobre a temática, visto que o título –Escritores da liberdade – não me ofereceu nenhuma sugestão mais clara. Outro detalhe: quem me indicou apenas disse “preste atenção no colar”. Se você já observou a capa, verá a protagonista com um lindo colar de pérolas. A capa é bem atraente.


Enfim, descobri que esse filme aborda a luta de uma professora com uma turma de integração em uma escola que era, em um passado recente, tida como modelo e, quiçá, de elite. Assim como todo professor novo na escola, somada à pouca experiência na área, a professora Gruwell se vê em conflito em face da desordem e descaso dos alunos com relação à educação.

“Quando eu tiver que defender um aluno no tribunal a batalha está perdida, a batalha deve começar na sala de aula.”

Ela não desiste. Conforme o tempo vai passando, ela vai percebendo as fragilidades, o calcanhar de Aquiles de cada um e elabora uma forma de abordagem de integração com a turma. Com isso, os alunos – penso que sem perceber no início – acabam aceitando-a como professora, visto que o comportamento deles abranda.


O que a professora não esperava era a reação/ação do pai e do marido com relação à sua escolha profissional. No entanto, todas as atitudes que ela tomava para ajudar seus alunos mudaram não apenas os adolescentes que ela ensinava, mudou a sua vida em vários aspectos.


Penso que o desfecho dessa história foi romantizado demais, apesar de um pouco previsível. Todavia, esse filme me trouxe várias reflexões, principalmente a de que os Estados Unidos não é aquele paraíso pintado por Hollywood. Foi possível perceber claramente as diferenças de classes, o racismo, o preconceito, as brigas raciais, elementos esses que contribuem para desregrar um povo sem esperanças.Indico esse filme a todos ligados à educação, principalmente professores, pois é uma história cativante, de superação e, principalmente, de escolhas.



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

RESENHA: Zoo


Título: Zoo
Autor: James Patterson
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2015

Confira a sinopse do livro no site do Skoob

Olá, pessoas. Tudo bem? Zoo é um livro de James Patterson. Eu conheci o autor pela obra Os assassinos do cartão postal, que por sinal é muito bom e recomendo. Zoo foi um livro muito interessante, rico em detalhes, aquele tipo de livro que vai pegando embalo aos poucos e de repente é uma informação nova atrás da outra que deixa o leitor sem fôlego.

Quando vi a notícia dos ataques dos leões no zoológico de Los Angeles, eu sabia que precisava ligar. Você precisa vir aqui, cara. E trazer uma câmera. Você e o resto do mundo precisam ver isso para acreditar.

Jackson Oz é um cientista que há muito tempo vem estudando e tentando alertar as autoridades sobre uma revolução animal, uma revolta dos animais contra os humanos. Oz até vai à África para ver de perto o que está acontecendo com os leões, que de repente passaram a atacar as pessoas.


Conforme Oz vai descobrindo detalhes para estudar melhor essa loucura que está ocorrendo no mundo animal, ele acaba sofrendo alguns ataques, caindo em armadilhas que os animais começaram a preparar. Tudo muito estranho, comportamentos totalmente fora do padrão.

Vocês se lembram do tsunami no oceano Índico? Sim, nós vivemos numa época interessante em que guerras e desastres naturais se sucedem como uma chuva forte, mas logo ficam soterrados em camadas sobrepostas de lama nas nossas pobres memórias.

Todos os animais começam a desenvolver comportamento atípico. Os leões, que normalmente não formam grupos com outros machos, passam a andar juntos para fazer tocaias. As fêmeas aparentemente são deixadas de lado. Até os cães e os gatos (que são considerados animais domésticos) tornam-se selvagens. Por que os ataques são apenas contra os humanos? Por que esse desequilíbrio no comportamento dos animais não afetou os homens também, já que apenas os mamíferos estão agindo fora do padrão?

  
Mesmo tentando alertar a todos, Oz é ignorado. Depois de um bom tempo após esses eventos acontecerem e progredirem em escala geométrica, como num passe de mágica, o cientista ignorado passa a ser celebridade. Em parceria com outros estudiosos da área, eles começam a entender o fenômeno. Partindo desse estudo, o mundo todo passa a experimentar as soluções propostas pelos cientistas.

Ninguém precisa saber por que a casa está pegando fogo para sair correndo. Deve-se começar a alertar as pessoas imediatamente em relação a essa agressividade animal.

 O livro é incrível, com uma riqueza de detalhes respeitável. As pessoas da área da Biologia acredito que adorarão essa obra, visto todos os detalhes bioquímicos abordados. É uma leitura leve e de capítulos curtos (marca nítida das obras de Patterson). Recomendo, sem dúvida esse livro. A minha nota é 8,7.